Lápidados e retocados por cinzel divinoModelados por contornos suaves e gentisDelicado cofrezinho de lindas e harmoniosas pérolasOu seria um colar de aljôfares?Quando semi-cerrados,vejo onde brincaUma ciranda pueril, efusivade alados flóquinhos de neveé somente desses lábiosonde borbotam magos e esplêndidos sorrisosde onde escuto em sonhos dourados,a maviosa melodia do amorde onde dardejam, magias e encantosonde arde expansivo, um arrebatador:magnetismo côr-de-rosaao vê-los,a esposa do flamingo, abriu as asas com desdéma rosa vermelha ao reexaminar a macieze a matiz de suas pétalasdesfolhou-se, atirando espinhos num acesso de ira!A pobre cerejinha, tadinha!Empalidecendo-se de inveja,Babujou-se na nata do boloE revestiu-se de um rubor ainda mais carmesimPor não ter o tom, ora rosicler, ora escarlateDos seus lábiosMas melindrou-se ainda maisPor não ter a mesma doçura dos seus beijosDos seus lábios, cálidosSinto n’alma o aflar de uma doce vertigemOnde a brandura de uma sensação, Derrama-se nela em dueto,Com uma agradável levezade composiçãoFazendo-me mais um!!! Subjugado prisioneiro,De seu vasto Império,De fascínio, graciosidade e seduçãoE assim compreendo ainda maisA maneira sublime, singularDe como Deus fez o coração para amarE a boca, a formosura de sua boca, com esses lábiosAh! Esses lábios:Róseo e generoso favo de mel,a pulverizar " impérios "Parecem feitos somente,Somente para beijar.

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